Tesouro dos Fiéis
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Missal
Pentecostes
Pent1 4

Santíssimo Corpo de Cristo

Intróito

Sl. 80, 17
O Senhor alimentou-os com a flor da farinha, aleluia: e saciou-os com o mel tirado do rochedo, aleluia, aleluia, aleluia. Sl. ib., 2 Exultai de alegria e louvai a Deus, que é o nosso sustentáculo: Aclamai com júbilo Deus de Jacob. ℣. Glória ao Pai...

Oração

Ó Deus, que neste admirável sacramento nos deixastes o memorial da vossa Paixão, concedei-nos, Vos pedimos, que de tal sorte veneremos os sacratíssimos mystérios do vosso Corpo e Sangue, que sintamos perpetuamente no nosso íntimo o fruto da vossa Redenção. Vós, que, viveis e reinais...

Epístola

1 Cor. 11, 23-29
Lição da Ep.ª do B. Ap.º Paulo aos Coríntios.
Meus irmãos: Foi com o Senhor que aprendi aquilo que vos ensinei: Que o Senhor Jesus, naquela mesma noite em que foi traído, tomou o pão, e, dando graças, partiu-o e disse: «Tomai e comei: isto é o meu corpo, que será entregue por amor de vós. Fazei isto em minha memória». E, de modo semelhante, após a ceia, tomou também o cálice, dizendo: «Este cálice é a nova aliança no meu sangue. Fazei isto todas as vezes que o beberdes, em minha memória; pois todas as vezes que comerdes este pão e que beberdes este cálice, anunciareis a morte do Senhor, até que Ele venha». Assim, todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente, será réu do Corpo e do Sangue do Senhor. Examine-se, pois, o homem a si mesmo; e, depois, coma deste pão e beba deste cálice; pois o que come e bebe indignamente, come e bebe a sua própria condenação, não distinguindo o Corpo do Senhor.

Gradual

Sl. 144, 15-16
Todos os olhos, Senhor, estão voltados para Vós, cheios de esperança: Pois dais a cada um, oportunamente, o seu sustento. ℣. Abris as vossas mãos e saciais todos os viventes com vossas bênçãos.
Aleluia, aleluia. ℣. Jo. 6, 56-57 Minha Carne é verdadeira comida; e o meu Sangue é verdadeira bebida. Aquele, pois, que come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e Eu nele.

Sequência Corpo de Cristo

Louva, ó Sião, louva o teu Salvador! Louva com hinos e cânticos o teu Principe e Pastor!
Louva-O tanto quanto possas: nem tu podes louvá-l’O dignamente, pois está acima de todos os louvores.
O assunto especial dos teus louvores, hoje, é o Pão vivo e vivificante:
É aquele mesmo Pão (nós o acreditamos) que foi dado ao grupo dos Doze Irmãos na Última Ceia.
Que o louvor seja perene, sonoro e melodioso: que seja agradável e belo, como a alegria que transporta as nossas almas!
Eis o dia solene, que nos recorda a primitiva instituição deste Banquete divino.
Nesta mesa do novo Rei a Páscoa da nova Lei acaba com a páscoa antiga.
O rito antigo cede o lugar ao novo, como a imagem desaparece diante da realidade, e a luz apaga a noite.
Aquilo que Cristo praticou na Ceia, mandou que fizéssemos, também, em sua memória.
E nós, instruídos pelo mandato divino, consagrámos o pão e o vinho em hóstia de salvação.
É um dogma de fé para os cristãos que o pão passa para Carne de Cristo e o vinho para seu Sangue.
Aquilo que não compreendeis, nem vedes, a fé viva o afirma sem alterar a ordem da natureza.
Debaixo de diversas espécies, distintas somente por sinais exteriores, ocultam-se sublimes realidades.
A Carne de Cristo é alimento, e o Sangue bebida; mas Ele existe inteiro em cada uma das espécies.
Quem O recebe, nem O parte, nem O corta, nem O divide; porém recebe-O inteiro.
Quem O receba uma só pessoa, quer O recebam mil, todas recebem o mesmo: recebem-n’O sem O consumirem.
Recebem-n’O bons e maus; porém com efeitos diferentes: uns encontram vida; outros a morte! Para os maus é morte e para os bons é vida.
Vede que diferentes são os efeitos que produz o mesmo alimento!
Que a vossa fé não vacile quando a hóstia é dividida; mas lembrai-vos de que Jesus tanto está no fragmento, como na hóstia inteira.
A substância não é dividida: somente o sinal é que é partido, mas sem diminuição, nem no estado, nem na grandeza do que está sob as espécies.
Eis o Pão dos Anjos que se fez alimento dos homens viadores,
Verdadeiro pão dos inocentes, que não deve ser dado aos cães!
Antigamente foi representado por figuras: imolado com Isaque e significado no cordeiro pascal e no maná do deserto.
Ó bom Pastor, ó Pão verdadeiro, ó Jesus, tende piedade de nós: alimentai-nos, defendei-nos do mal e permiti que gozemos os verdadeiros bens da terra dos vivos.
Ó Vós, que tudo conheceis e podeis: ó Vós, que nos alimentais nesta vida mortal, tornai-nos co-herdeiros e companheiros dos habitantes da cidade celestial.
℟. Amen.

Evangelho

Jo. 6, 56-59
✠ Continuação do santo Evangelho segundo S. João.
Naquele tempo, disse Jesus aos judeus: «Minha Carne é verdadeira comida e o meu Sangue é verdadeira bebida. Quem come a minha Carne e bebe o meu Sangue permanece em mim e Eu nele. Assim como meu Pai, que é fonte de vida e me mandou, e Eu vivo de meu Pai, assim também aquele que me comer viverá de mim. Este é o pão que desceu do céu. Porém não é como o maná, que os vossos pais comeram havendo morrido mais tarde. Quem comer este pão viverá eternamente».

Ofertório

Lv. 21, 6
Os sacerdotes do Senhor oferecem a Deus incenso e pães: eis porque serão santos diante de Deus e não profanarão o seu nome, aleluia.

Secreta

Senhor, Vos imploramos, dignai-Vos conceder à vossa Igreja os dons da unidade e da paz, que misticamente se figuram nas ofertas que Vos apresentamos. Por nosso Senhor...

Comúnio

1 Cor. 11, 26-27
Todas as vezes que comerdes este Pão e beberdes este Cálice anunciareis a morte do Senhor, até que Ele venha. Assim, todo aquele que comer este Pão ou beber este Cálice indignamente será réu do Corpo e do Sangue do Senhor. Aleluia.

Postcomúnio

Fazei, Senhor, Vos imploramos, que alcancemos eternamente a vossa divindade na glória eterna, que é figurada neste mundo pela recepção temporal do vosso Corpo e Sangue preciosíssimos. Ó Vós, que viveis e...