✠ Continuação do santo Evangelho segundo S. João.
Naquele tempo, celebrava-se em Jerusalém a festa da Dedicação do templo. Era no inverno. Jesus passeava no templo, sob o pórtico de Salomão. Então, os judeus rodearam-no e disseram-Lhe: «Até quando tereis o nosso espírito suspenso? Se sois o Cristo, dizei-o francamente». Jesus respondeu-lhes: «Já vo-lo tenho dito; porém, não acreditais. As obras, que pratico em nome de meu Pai, dão testemunho de mim; mas vós não acreditais, porque não pertenceis às minhas ovelhas. Minhas ovelhas ouvem a minha voz: Eu conheço-as e elas seguem-me. Eu dou-lhes a vida eterna e não morrerão para sempre, nem ninguém as arrebatará da minha mão. O que meu Pai me deu é maior do que todas as coisas; e ninguém pode arrebatá-las da mão de meu Pai. Eu e o Pai somos um só». Os judeus, então, procuraram pedras para o apedrejar. E Jesus disse-lhes: «Tenho feito diante de vós muitas obras admiráveis, por poder de meu Pai; por qual delas, pois, quereis apedrejar-me?». Os judeus responderam-Lhe: «Não é pelas boas obras que Vos apedrejamos, mas pelas blasfémias; porquanto, declarai-Vos Deus, sendo, contudo, homem». Respondeu-lhes Jesus: «Não está escrito na vossa Lei: «Eu disse que sois deuses?» Se, pois a Lei chama deuses àqueles a quem a palavra de Deus foi dirigida (e a Escritura não pode ser desprezada), como chamais blasfemo Àquele que o Pai santificou e mandou ao mundo, porque disse «sou o Filho de Deus»? Se não faço as obras de meu Pai, não me acrediteis; mas, se as faço, embora não queirais acreditar em mim, acreditai nas minhas obras, a fim de que saibais e conheçais que o Pai está em mim e que Eu estou no Pai».