In diébus illis: Orávit Azarías Dóminum, dicens: Dómine, Deus noster: ne, quǽsumus, tradas nos in perpétuum propter nomen tuum, et ne díssipes testaméntum tuum: neque áuferas misericórdiam tuam a nobis propter Abraham diléctum tuum, et Isaac servum tuum, et Israël sanctum tuum: quibus locútus es, póllicens, quod multiplicáres semen eórum sicut stellas cœli et sicut arénam, quæ est in lítore maris: quia, Dómine, imminúti sumus plus quam omnes gentes, sumúsque húmiles in univérsa terra hódie propter peccáta nostra. Et non est in témpore hoc princeps, et dux, et prophéta, neque holocáustum, neque sacrifícium, neque oblátio, neque incénsum, neque locus primitiárum coram te, ut póssimus inveníre misericórdiam tuam: sed in ánimo contríto et spíritu humilitátis suscipiámur. Sicut in holocáusto aríetum et taurórum, et sicut in mílibus agnórum pínguium: sic fiat sacrifícium nostrum in conspéctu tuo hódie, ut pláceat tibi: quóniam non est confúsio confidéntibus in te. Et nunc séquimur te in toto corde, et timémus te, et quǽrimus fáciem tuam. Ne confúndas nos: sed fac nobíscum juxta mansuetúdinem tuam et secúndum multitúdinem misericórdiæ tuæ. Et érue nos in mirabílibus tuis, et da glóriam nómini tuo, Dómine: et confundántur omnes, qui osténdunt servis tuis mala, confundántur in omni poténtia tua: et robur eórum conterátur: et sciant, quia tu es Dóminus, Deus solus, et gloriósus super orbem terrárum, Dómine, Deus noster.
Naqueles dias, Azarias orou ao Senhor e disse: «Senhor, nosso Deus, Vos pedimos, nos não abandoneis perpetuamente, por causa do vosso nome, e não quebreis a vossa aliança, nem nos deixeis sem a vossa misericórdia, por causa de Abraão, vosso muito amado, de Isaque, vosso servo, e de Israel, vosso santo, aos quais prometestes multiplicar-lhes as suas descendências, como as estrelas do céu e como os grãos de areia da praia. Porquanto, Senhor, estamos reduzidos a um número menor que todos os outros povos e estamos hoje humilhados perante toda a terra, por causa dos nossos pecados. Presentemente, não temos nem príncipe, nem chefe, nem profeta, nem holocausto, nem sacrifício, nem oblação, nem incenso, nem lugar onde possamos oferecer as nossas primícias, a fim de podermos alcançar a vossa misericórdia. Dignai-Vos, pois, ouvir-nos; atendei ao nosso coração contrito e ao nosso espírito humilhado. Que este sacrifício, oferecido hoje em vossa presença, Vos seja agradável, como um holocausto de carneiros e de touros, como a oferta de mil cordeiros gordos; porquanto aqueles que em Vós confiam não serão iludidos. Agora Vos seguimos do íntimo do coração; agora Vos tememos; agora procuramos a vossa presença. Não nos confundais, mas tratai-nos conforme a vossa mansidão e segundo a grandeza da vossa misericórdia! Livrai-nos, Senhor, com vossos prodígios e dai glória ao vosso nome! Que sejam confundidos aqueles que maltratam os vossos servos! Sim! Que eles sejam confundidos pela vossa omnipotência! Que sua força seja aniquilada; e que conheçam que sois o Senhor, único Deus e o glorioso Senhor em toda a terra. Sim, Senhor, nosso Deus».