Depois de S. Paulo, pai dos Anacoretas, o ciclo de Natal nos faz honrar S. Antão, pai dos Cenobitas. Retirando-se para o deserto do Egipto aos dezoito anos de idade, ali viveu primeiramente a vida eremítica. O demônio, para amedrontá-lo e fazê-lo deixar a solidão, aparecia-lhe sob as formas mais horrendas, «mas, o Senhor o tornou temível aos inimigos; a uma palavra de sua boca tudo se dissipava» (Ep.). A sua santidade atraiu-lhe em breve as almas desejosas de verem em si mais perfeitamente firmada a realeza divina de Cristo. Novo Legislador, ele lhes deu «a doutrina e a regra de vida recebidas de Deus na oração» (Ep.). A Santo Antão o primeiro dos Abades, deve-se a instituição da vida monástica em comum, na qual se formam as almas de escol, sempre prontas, como seu pai em Deus, a receber o Senhor quando Ele vier retirá-las deste mundo (Ev.). A Missa de hoje é do Comum dos Abades. S. Antão sustentou também uma luta das mais renhidas contra o Arianismo e, com S. Atanásio, que o honrava com sua amizade, defendeu brilhantemente o dogma da divindade de Cristo. Morreu em 356, na idade de 105 anos. Pela perfeição de nossa vida, tornemos patente que participamos da divindade de Jesus.