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Missal
Santos
03 07
S. Tomás Aquino, Conf. e Doutor, a 7 de Março
Comemoração S. Tomás de Aquino, Confessor e Doutor da Igreja. Santo Tomás, filho do conde de Aquino e de Theodora de Nápoles, foi confiado, desde a idade de 5 anos, aos monges benedictinos do Monte Cassino. Adolescente, resolveu, não obstante a oposição dos seus, entrar na Ordem de S. Domingos da qual é a maior glória e soube, nesta circumstãncia, vencer tão completamente o demónio impuro que, daí em diante ficou isento das revoltas da carne. Sua inteligência pode, desde logo, penetras as profundezas dos mystérios divinos com o quais Deus lhe iluminou a alma. A Igreja, comparando-o aos espíritos bem-aventurados, por sua inocência e seu génio, outorgou-lhe o título de «Doutor Angélico». «Luz do mundo», o seu ensinamento constitui o eco tão fiel da «palavra e da santa doutrina» do Cristo que o Concílio de Trento colocou a Summa Theologica de Santo Tomás ao lado da Bíblia, na sala das secções. Faleceu num mosteiro Cisterciense de Fossa Nuova quando se dirigia ao Concílio de Lyon, a 7 de Março de 1274. Leão XIII o declarou, por cartas apostólicas, Padroeiro de todas as escolas católicas. Neste tempo em que a liturgia se ocupa com o ministério público de Jesus, peçamos a Santo Tomás que nos penetra de tal modo com o espírito de penitência que possamos, como ele, ter a visão clara dos ensinamentos do Mestre, e pô-los em prática.
Como na Missa In médio Ecclésiae , excepto:
Oração
Deus, qui Ecclésiam tuam beáti Thomæ Confessóris tui mira eruditióne claríficas, et sancta operatióne fecúndas: da nobis, quǽsumus; et quæ dócuit, intelléctu conspícere, et quæ egit, imitatióne complére. Per Dóminum nostrum...
Ó Deus, que ilustrais a vossa Igreja com a admirável sabedoria do B. Tomás, vosso Confessor, e a fecundais com a santidade das suas acções, concedei-nos, Vos suplicamos, que compreendamos o que ele ensinou e imitemos com as nossas acções o que ele praticou. Por nosso Senhor...
Epístola
Sb. 7, 7-14
Léctio libri Sapiéntiæ.
Lição do Livro da Sabedoria.
Optávi, et datus est mihi sensus: et invocávi, et venit in me spíritus sapiéntiæ: et præpósui illam regnis et sédibus, et divítias nihil esse duxi in comparatióne illíus: nec comparávi illi lápidem pretiósum: quóniam omne aurum in comparatióne illíus arena est exígua, et tamquam lutum æstimábitur argéntum in conspéctu illíus. Super salútem et spéciem diléxi illam, et propósui pro luce habére illam: quóniam inexstinguíbile est lumen illíus. Venérunt autem mihi ómnia bona páriter cum illa, et innumerábilis honéstas per manus illíus, et lætátus sum in ómnibus: quóniam antecedébat me ista sapiéntia, et ignorábam, quóniam horum ómnium mater est. Quam sine fictióne dídici et sine invídia commúnico, et honestátem illíus non abscóndo. Infinítus enim thesáurus est homínibus: quo qui usi sunt, partícipes facti sunt amicítiæ Dei, propter disciplínæ dona commendáti.
Desejei a inteligência, e foi-me dada; invoquei o espírito da sabedoria, e veio a mim. Preferia-a aos reinos e aos tronos; e creio que as riquezas nada são comparadas com ela. Nem mesmo a compararei com as pedras preciosas; pois todo o ouro, comparando-o com ela, é como o grão da areia; e toda a prata, ao pé dela, é desprezível lodo. Amo-a mais do que a saúde e a beleza; e, assim, resolvi tomá-la para minha luz, pois a sabedoria guiava-me, e eu ignorava que ela é a mãe de todos os bens. Conheci a sabedoria sem fingimento e comunico-a sem inveja, não ocultando as suas riquezas. Ela é um tesouro infinito para os homens. Aqueles que a aproveitam tornam-se amigos de Deus e recomendam-se pelos dons da ciência.