Fratres: Fidúciam habúimus in Deo nostro loqui ad vos evangélium Dei in multa sollicitúdine. Exhortátio enim nostra non de erróre neque de immundítia neque in dolo; sed, sicut probáti sumus a Deo ut crederétur nobis evangélium, ita lóquimur; non quasi homínibus placéntes, sed Deo qui probat corda nostra. Neque enim aliquándo fúimus in sermóne adulatiónis, sicut scitis, neque in occasióne avarítiæ, Deus testis est, nec quæréntes ab homínibus glóriam neque a vobis neque ab áliis. Cum possémus vobis óneri esse ut Christi apóstoli, sed facti sumus párvuli in médio vestrum, tamquam si nutrix fóveat fílios suos. Ita desiderántes vos cúpide volebámus trádere vobis non solum evangélium Dei, sed étiam ánimas nostras, quóniam caríssimi nobis facti estis.
Meus irmãos: Vimos cheios de confiança no nosso Deus pregar-vos o Evangelho com muita solicitude. A nossa pregação não procede do erro, nem de qualquer intenção viciosa ou de alguma fraude. Visto que Deus nos julgou dignos de nos confiar o Evangelho, nós ensinamo-lo não para agradar aos homens mas a Deus, que prescruta os nossos corações. Nunca, com efeito, como bem sabeis, os nossos discursos foram inspirados pela lisonja ou pela avareza: Deus é testemunha. Nunca procurámos a glória humana, quer a nossa, quer a dos outros. Ainda que, como Apóstolo de Cristo, pudéssemos usar da nossa autoridade, pelo contrário, tornámo-nos pequeninos entre vós como uma ama que nutre os seus meninos. Ora pois, inspirados pelo nosso amor para convosco, quereríamos não só dar-vos o Evangelho de Deus, mas a nossa própria vida, tanto vos tornastes queridos de nós!