Tesouro dos Fiéis
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Missal
Santos
11 01

Todos os Santos, a 1 de Novembro

O templo de Agrippa foi dedicado, sob Augusto, a todos os deuses do paganismo, de onde o seu nome de Panteão. Sob o imperador Phocas entre 607 e 610, o papa Bonifácio IV para ali transportou numeroso restos de Martyres tirados das Catacumbas. A 13 de Maio de 610, o papa dedicou a nova basilica cristã á Santa Maria e aos Martyres. A festa dessa dedicação tomou, em seguida, caracter mais universal e esse templo foi consagrado á Santa Maria e a todos os Santos. Como já existia uma festa da comemoração de todos os Santos, celebrada, em diversas épocas, nas differentes igrejas, depois fixada em 835, por Gregorio IV para o dia 1º de Novembro, o Papa Gregorio VII mudou para essa data o aniversário da dedicação do Panteão. A festa de todos os Santos recorda o triunfo de Cristo sobre as falsas divindades pagās; nesse templo faz-se a Estação na Sexta-Feira na Oitava de Páscoa. Sendo os Santos honrados nos tres primeiros seculos da Igreja, eram os Martyres a quem o Panteão foi primeiramente dedicado; a Missa compõe-se de citações da liturgia dos Martyres. O Introito é o da Missa de Santa Águeda, mais tarde também usado em outras festas. O Evangelho, o Ofertório e a Comunhão são extraídos do Comum dos Martyres. A Igreja nos dá hoje uma admirável visão do céu, onde nos mostra, com S. João os doze mil inscriptos (doze é considerado numero perfeito) de cada tribo de Israel, e grande multidão, que ninguém pode contar, de toda nação, tribo, povo e lingua, de pé, ante o trono e o Cordeiro, vestidos de branco e tendo palmas nas mãos (Ep.). O Cristo, a Virgem, as bem-aventuradas Phalanges, distribuídas em nove coros, os apóstolos e os prophetas, os Martyres na purpura do proprio sangue, os Confessores vestidos de branco, e os castos coros das virgens formam, nos diz o Hymno de Vésperas, esse majestoso de todos os que, neste mundo, foram desapegados dos bens terrestres, mansos, provados, justos, misericordiosos, puros, pacíficos e perseguidos pelo nome de Jesus. Regozijai-vos, anunciava-lhes o Mestre, pois grande recompensa vos está preparada no céu (Ev., Comm.). Entre os milhões de justos, que foram fiéis discípulos de Jesus na terra, encontram-se diversos dos nossos pais, amigos, membros de nossa familia paroquial, que hoje, beneficiando deste culto, adoram o Senhor, Rei dos reis e Coroa de todos os Santos (Invitatorio de Matinas) e obtêm para nós a tão desejada abundância de suas misericórdias (Or.). O sacerdócio invisivelmente exercido por Jesus sobre os altares, onde Ele se oferece a Deus, identifica-se com o que Ele exerce visivelmente no céu. Os altares da terra, onde se encontra o Cordeiro de Deus e o altar do céu onde está de pé, o Cordeiro como que imolado, são um só altar. Na Missa tudo nos fala da pátria celeste. O Prefácio une os nossos cantos aos louvores dos Anjos e o Comunicantes faz-nos entrar em comunhão com a Santíssima Virgem e todos os Santos.

Intróito

Alegremo-nos todos no Senhor, neste dia em que celebramos a festa em honra de Todos os Santos, de cuja solenidade se regozijam os Anjos, louvando unissonamente o Filho de Deus. Sl. 32, 1 Aclamai o Senhor, ó justos; pois é aos que possuem o coração recto que pertence louvar o Senhor. ℣. Glória ao Pai...

Oração

Omnipotente e eterno Deus, que nos permitistes a graça de celebrar em uma só festividade os méritos de todos vossos Santos, concedei-nos, Vos rogamos, que, assistidos de tão numerosos intercessores, alcancemos cada vez mais a abundância tão desejada das vossas graças. Por nosso Senhor...

Epístola

Ap. 7, 2-12
Lição do Livro do Apocalipse do B. Ap.º João.
Naqueles dias, eu, João, vi um outro Anjo que subia do lado do nascer do sol, tendo na mão o sinal de Deus vivo e clamando com voz forte aos quatro Anjos, que haviam recebido o poder de ferirem a terra e o mar, e dizendo: «Não prejudiqueis nem a terra, nem o mar, nem as árvores, enquanto não houvermos marcado na fronte os servos do nosso Deus». E ouvi que o número daqueles que haviam sido marcados com o sinal, eram cento e quarenta e quatro mil de todas as tribos de Israel: havia doze mil da tribo de Judá, marcados com o sinal; doze mil da tribo de Ruben, marcados com o sinal; doze mil da tribo de Gad, marcados com o sinal; doze mil da tribo de Aser, marcados com o sinal; doze mil da tribo de Naftali, marcados com o sinal; doze mil da tribo de Manassés, marcados com o sinal; doze mil da tribo de Simeão, marcados com o sinal; doze mil da tribo de Levi, marcados com o sinal; doze mil da tribo de Issacar, marcados com o sinal; doze mil da tribo de Zabulão, marcados com o sinal; doze mil da tribo de José, marcados com o sinal; e doze mil da tribo de Benjamim, marcados com o sinal. Depois disto vi uma grande multidão (que ninguém podia contar) de todas as nações, de todas as tribos, de todos os povos e de todas as línguas, que estavam de pé, diante do trono e do Cordeiro, vestidos com túnicas brancas, empunhando palmas e clamando com voz forte: «Glória ao nosso Deus, que está assentado no trono, e ao Cordeiro!». E todos os Anjos se conservaram em volta do trono, dos anciãos e dos quatro animais. E, prostrados diante do trono e com o rosto em terra, adoravam Deus, dizendo: «Amen! Bênção, glória, sabedoria, acção de graças, honra, soberania e império ao nosso Deus em todos os séculos. Amen».

Gradual

Sl. 33, 10 & 11
Temei o Senhor, ó vós, que sois os seus Anjos; pois àqueles que O temem nada faltará. ℣. Aqueles que procuram o Senhor não serão privados de nenhum bem.
Aleluia, aleluia. ℣. Mt. 11, 28 Vinde a mim, vós, todos, que estais aflitos: e Eu vos aliviarei. Aleluia.

Evangelho

Mt. 5, 1-12
✠ Continuação do santo Evangelho segundo S. Mateus.
Naquele tempo, vendo Jesus as turbas do povo, que O seguiam, subiu para uma montanha. Então assentou-se, aproximando-se d’Ele os discípulos. Depois, tomando a palavra, pregou assim aos seus discípulos: «Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra. Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Bem-aventurados os misericordiosos, porque serão tratados com misericórdia. Bem-aventurados os que possuem o coração puro, porque verão Deus. Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus. Bem-aventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça, porque lhes pertencerá o reino dos céus. Bem-aventurados, vós, quando os homens vos amaldiçoarem, perseguirem e caluniarem por minha causa: regozijai-vos, então, e exultai de alegria, pois uma copiosa recompensa vos está preparada nos céus».

Ofertório

Sb. 3, 1, 2 & 3
As almas dos justos estão nas mãos de Deus: e o tormento da malícia as não tocará. Aos olhos dos insensatos pareciam quase a morrer, todavia, agora, estão na paz, aleluia.

Secreta

Vos oferecemos, Senhor, estes dons da nossa piedade; e, em atenção aos merecimentos dos vossos justos, dignai-Vos aceitá-los; e pela vossa misericórdia fazei que nos sejam salutares. Por nosso Senhor...

Comúnio

Mt. 5, 8-10
Bem-aventurados os que possuem o coração puro, porque verão a Deus; bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus; bem-aventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça, porque o reino do céu lhes pertence.

Postcomúnio

Senhor, Vos rogamos, fazei que os vossos povos fiéis venerem sempre com alegria os vossos Santos e sejam sempre protegidos pela sua intercessão. Por nosso Senhor...