In diébus illis: Orávit Mardochǽus ad Dóminum, dicens: Dómine, Dómine, Rex omnípotens, in dicióne enim tua cuncta sunt pósita, et non est qui possit tuæ resístere voluntáti, si decréveris salváre Israël. Tu fecísti cœlum et terram, et quidquid cœli ámbitu continétur. Dóminus ómnium es, nec est qui resístat majestáti tuæ. Et nunc, Dómine Rex, Deus Abraham, miserére pópuli tui, quia volunt nos inimíci nostri pérdere, et hereditátem tuam delére. Ne despícias partem tuam, quam redemísti tibi de Ægýpto. Exáudi deprecatiónem meam, et propítius esto sorti et funículo tuo, et convérte luctum nostrum in gáudium, ut vivéntes laudémus nomen tuum, Dómine, et ne claudas ora te canéntium, Dómine, Deus noster.
Naqueles dias: orava Mardoqueu ao Senhor, dizendo: «Senhor, Senhor, Rei omnipotente, em cujo poder se encontram todas as coisas e a cuja vontade ninguém poderá resistir se quiseres salvar Israel; Vós, que criastes o céu e a terra e todas as maravilhas que se contêm no âmbito dos céus; Vós, que sois o Senhor de tudo quanto existe e a cuja majestade se não pode resistir: agora, pois, Senhor, meu Deus e meu Rei, Deus de Abraão, perdoai ao vosso povo, porque os nossos inimigos querem perder-nos, na ânsia de destruírem a vossa herança. Não deixeis em esquecimento este vosso povo, que resgatastes da terra do Egipto. Escutai a minha súplica e sede propício à vossa herança; convertei o nosso luto em alegria, para que, vivendo, Senhor, cantemos hinos em louvor do vosso nome, e não feches a boca, Senhor, nosso Deus, àqueles que Vos louvam».