Lição da Ep.ª do B. Ap.º Paulo aos Coríntios.
Meus irmãos: Como homens sensatos que sois, generosamente suportais os insensatos. E suportais, também, se vos sujeitam à escravidão, se vos devoram, se vos roubam, se vos tratam com arrogância, ou se vos esbofeteiam. Digo-o com vergonha, como se neste ponto houvéssemos sido fracos! Contudo, quem quer que ouse vangloriar-se (falo como se fora insensato), também eu me vanglorio. Eles são hebreus? Também eu. São israelitas? Também eu. São descendentes de Abraão? Também eu. São ministros de Cristo? Muito mais (falo insensatamente) sou eu do que eles: pelos meus muitos trabalhos, mais do que os deles; pelas minhas frequentes prisões, mais do que as deles; pelas pancadas sem conta que sofri, mais do que as deles; e até, frequentemente, tendo quase visto a morte. Dos judeus recebi chicotadas, em cinco quarenta vezes menos uma; três vezes fui açoitado com varas; uma vez fui apedrejado; três vezes naufraguei: passei um dia e uma noite no fundo do mar! Em minhas contínuas viagens encontrei sempre perigos: perigos nas águas, perigos nos ladrões, perigos nos meus compatriotas, perigos nos pagãos, perigos nas cidades, perigos nos desertos, perigos no mar, perigos nos irmãos falsos, nos trabalhos, nas fadigas, nas numerosas vigílias, na fome, na sede, nos muitos jejuns, no frio e na nudez! E, além destes males, que são exteriores, preocupa-me também quotidianamente a solicitude de todas as cristandades.