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Missal
Santos
07 31

S. Inácio de Loiola, a 31 de Julho

Inácio, nasceu na Espanha do Norte, em 1491. Era o décimo primeiro filho do senhor de Loiola e entrou, aos quinze anos, como pagem na corte do rei Fernando V. Dotado de temperamento ardente e belicoso, a carreira das armas o seduziu. No cerco de Pampelona foi gravemente ferido na perna. Durante a longa convalescença. por falta de livros de cavalaria que o apaixonavam, deram-lhe para ler a vida de Jesus Cristo e a dos Santos. Tal leitura foi para ele uma revelação. Compreendeu que a Igreja também possui a sua milícia, a qual, sob as ordens do representante de Cristo, luta para defender na terra os interesses sagrados do Deus dos exércitos. Na célebre Abadia dos Beneditinos de Montserrat, Inácio depõe a espada aos pés da SS Virgem e sua alma generosa, outrora seduzida pela glória mundana, não mais aspira senão pela maior glória do grande Rei que de ora em diante servirá (Or.). Na noite de 25 de Março, festa do mistério da Encarnação do Verbo, depois da confissão de suas faltas, faz a vigília de armas e, pela Mãe de Deus, é criado cavaleiro de Cristo e da Igreja militante, sua Esposa. Será em breve, Inácio o General da admirável Companhia de Jesus, suscitada pela Providência, a fim de combater o protestantismo, o jansenismo e o paganismo renascente. Sobre a montanha, os filhos de S. Bento preludiando a liturgia celeste, continuarão a celebrar solenemente os ofícios divinos que Inácio recomendara aos fiéis, e cujas melodias sagradas jamais ouvia sem chorar. Sacrificando-se por sua missão, desce à planície para afrontar com seus valerosos soldados os ataques do exército inimigo, cujos rudes golpes o seu Instituto é sempre o primeiro a receber (Ep.). A fim de conservar em seus filhos a intensa vida interior que supõe a actividade militante à qual os destina, Santo Inácio lhes dá uma forte hierarquia, e lhes ensina, em tratado magistral altamente aprovado pela Igreja, seu Exercícios Espirituais que têm santificado a milhares de almas. Afirmou-se ter sido a prática do Exercitatorium do Abade Beneditino Gisneros, de Montserrat (ano 1500) que lhe inspirou essa ideia. Guiado pela graça, realizou-o, entretanto, de maneira diferente e muito pessoal em Manrese. Santo Inácio arma seus filhos dando-lhes por escudo o nome de Jesus (Intr.), como couraça o amor de Deus, que o Salvador veio acender na terra (Com.), cujo símbolo o Sagrado Coração, eles trazem gloriosamente nas dobras de sua bandeira, tendo por espada a palavra e a pena,o ensino e o apostolado sob todas as formas. Num mosteiro beneditino, na Espanha, no dia da Anunciação, Santo Inácio organiza suas primeiras armas; na capela da Abadia beneditina de Montmartre, na festa da Anunciação do ano 1534, e mais tarde no altar da SS Virgem da Basílica de São Paulo fora dos muros, servida pelos filhos de São Bento, nasce a Companhia de Jesus, nobre cavalaria de Cristo. Foi, finalmente o Papa beneditino Pio VII, monge da Igreja abacial de N. S. de Cesena, quem, em 1819, a restabeleceu em todos os seus direitos. Deus uniu aos pés da SS Virgem essas duas Ordens, auxiliares poderosos da Igreja, pois, Marta e Maria, a acção, e a contemplação, contribuem ambas, por meios diferentes, para a glória de Deus. As divisas das duas famílias religiosas são bem semelhantes: «Em todas as coisas seja Deus glorificado! - U. O. G. D.» e «Para a maior glória de Deus! - A. M. D. G.» Nada fazer senão para a glória de Deus e fazê-lo para a sua maior glória, eis toda a santidade. É o fim da criação, o fim da elevação do homem ao mundo sobrenatural, o fim dos preceitos evangélicos em que as almas generosas renunciam, pelos votos, a coisas lícitas para se ocuparem mais livremente dos interesses de Deus e para lhe darem essa totalidade de glória acidental, cujo uso, pelos homens, de coisas ilícitas o havia privado. Bento encheu a Europa de seus monges missionários, cuja obra principal é o louvor divino, e Inácio de seu Padres apóstolos (Ev.) que manifestam a vida interior pela sua incansável actividade. De Montserrat partem com Cristóvão Colombo, para o novo Continente, doze monges e seu superior. De Lisboa parte Francisco Xavier, o primeiro evangelizador do Japão e da China: é a mesma árvore do amor de Deus que, em ramos diferentes, produz os mesmos frutos. A 31 de Junho de 1556, morre Santo Inácio pronunciando o nome de Jesus; sua Companhia, espalhada pelo mundo inteiro, contava, então, doze províncias e cem colégios. Oxalá a intercessão de Santo Inácio nos obtenha que os mistérios sacrossantos da Missa e da comunhão, fonte de toda santidade, nos santifiquem na verdade (Secr.), de modo a podermos, ajudados pelo socorro e exemplos do Santo, combater na terra, a fim de sermos com ele coroados no céu (Or.).

Intróito

Fl. 2, 10-11
Que ao ser pronunciado o nome de Jesus se dobrem todos os joelhos dos que estão no céu, na terra e no inferno: e que toda a língua humana confesse que o Senhor Jesus Cristo está na glória de Deus Pai. Sl. 5, 12-13 Em Vós serão glorificados todos aqueles que amam o vosso nome, pois abençoais o justo. ℣. Glória ao Pai...

Oração

Ó Deus, que, para a propagação da maior glória do vosso nome fortalecestes a vossa Igreja militante com um novo subsídio pelo B. Inácio, permiti que, combatendo nós na terra, como ele e com seu auxílio, mereçamos ser coroados com ele nos céus. Por nosso Senhor...

Epístola

Gradual

Evangelho

Ofertório

Sl. 88, 25
A minha fidelidade e a minha misericórdia estarão com eles, e por virtude do meu nome será exaltado o seu poder.

Secreta

Que a benigna intercessão de santo Inácio acompanhe as nossas oblatas, ó Senhor, nosso Deus, a fim de que os sacrossantos mystérios, de que fazeis depender a origem de toda a santidade, nos alcancem a verdadeira santificação. Por nosso Senhor...

Comúnio

Lc. 12, 49
Eu vim trazer o fogo à terra: e que quero senão que ele se acenda?

Postcomúnio

Senhor, que este sacrifício de louvor, que Vos é oferecido em acção de graças em honra de Santo Inácio, nos alcance por sua intercessão o céu, onde a vossa majestade recebe perpétuo louvor. Por nosso Senhor...