Fratres: Si linguis hóminum loquar et Angelorum, caritátem autem non hábeam, factus sum velut æs sonans aut cýmbalum tínniens. Et si habúero prophetiam, et nóverim mystéria ómnia et omnem sciéntiam: et si habúero omnem fidem, ita ut montes tránsferam, caritátem autem non habúero, nihil sum. Et si distribúere in cibos páuperum omnes facultátes meas, et si tradídere corpus meum, ita ut árdeam, caritátem autem non habúero, nihil mihi prodest. Cáritas pátiens est, benígna est: cáritas non æmulátur, non agit pérperam, non inflátur, non est ambitiósa, non quærit quæ sua sunt, non irritátur, non cógitat malum, non gaudet super iniquitáte, congáudet autem veritáti: ómnia suffert, ómnia credit, ómnia sperat, ómnia sústinet. Cáritas numquam éxcidit: sive prophétiæ evacuabúntur, sive linguæ cessábunt, sive sciéntia destruétur.
Meus irmãos: Se eu falar as línguas dos homens e dos Anjos, mas não tiver caridade, sou como o metal, que tine, ou como o sino, que soa. E se eu tiver o dom de profecia, conhecer todos os mystérios e possuir toda a ciência; e se tiver toda a fé, até ser capaz de transportar montanhas, mas não tiver caridade, nada sou. Se eu distribuir todos meus bens para sustento dos pobres, e se entregar o meu corpo para ser queimado, mas não tiver caridade, de nada me aproveitará, A caridade é paciente, é benigna: não é invejosa, não é leviana, não é soberba, não é ambiciosa, não procura o próprio interesse, não se irrita, não julga mal, não se alegra com a injustiça, antes se regozija com a verdade, sofre tudo, acredita em tudo, tudo espera, tudo suporta. A caridade nunca perecerá, ainda que já não houvesse mais profecias, ainda que as línguas acabassem, ainda que a ciência desaparecesse.