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Missal
Santos
10 04
S. Francisco, a 4 de Outubro
Nascido em Assis na Ombria, São Francisco foi suscitado por Deus para trabalhar ao mesmo tempo que São Domingos no reerguimento moral do mundo, numa das épocas mais perturbadas. Denominado João no Baptismo, recebeu do pai o nome de Francisco, por ter sido depois de uma feliz viagem comercial pela França que encontrou o filhinho recém nascido. Quanto mais esse sublime insensato, diz Montalambert, se escondia e aviltava para tornar-se digno, pela humildade e desprezo dos homens, de ser o veículo do amor divino, tanto mais, por maravilhoso efeito da graça, se precipitavam os homens a segui-lo. Francisco teve logo discipulos (Comm.) reduzidos à mesma pobreza e compartilhando-lhe o ardor pela conversão dos povos. Meus irmãos, dizia ele, preguemos a penitência, mais pelos exemplos do que pelas palavras. Deu-lhes uma Regra, aprovada em 1210 por Inocêncio III. No ano seguinte, obteve dos Beneditinos a pequena igreja de Nossa Senhora dos Anjos, chamada Porciuncula, que foi o berço de sua Ordem. A nova familia religiosa, com a qual ele enriqueceu a Igreja (Or.), multiplicou-se com tal rapidez que, cerca de dez anos depois do seu nascimento, reuniram-se cinco mil irmãos no capitulo geral, em Assis. Desejando que se considerassem como os minimos entre os religiosos, S. Francisco deu-lhes o nome de Irmãos Menores e ele próprio permaneceu simples diácono a vida toda. Ao lado desta primeira Ordem, fundou o Santo a segunda, a Ordem das Senhoras pobres ou Clarissas, assim chamada por causa da ilustre virgem de Assis, Santa Clara. Finalmente, em 1221, instituiu uma terceira Ordem denominada Ordem Terceira da penitência, à qual os Papas e, especialmente Leão XIII, que se ufanava de pertencer-lhe, não pouparam a mais poderosa animação e os maiores favores. S. Francisco enviou seus discípulos à França, Alemanha, Espanha e África; quis ele proprio ir á Palestina e a Marrocos; mas a divina Providência fê-lo parar em caminho. O amor divino que o abrasava valeu-lhe o sobrenome de Seraphico. A Igreja consagrou uma festa a 17 de Setembro (v. p. 1442) à impressão dos Sagrados Estigmas no corpo de S. Francisco (Ep.). No dia 4 de Outubro de 1226 o Santo entregou sua alma a Deus ao terminar as últimas palavras do Psalmo 141: Tirai a minha alma de sua prisão, ó Senhor, a fim de ir cantar os vossos louvores.
Como na Missa Imp. dos Estigmas em S. Francisco , a 17 de Setembro, excepto:
Oração
Deus, qui Ecclésiam tuam, beáti Francisci méritis fœtu novæ prolis amplíficas: tríbue nobis; ex ejus imitatióne, terréna despícere et cœléstium donórum semper participatióne gaudére. Per Dóminum...
Ó Deus, que pelos méritos do B. Francisco enriquecestes a vossa Igreja, dando-lhe uma nova família, concedei-nos a graça de imitá-lo, desprezando os bens terrenos, e de sempre nos alegrarmos com a participação dos dons celestiais. Por nosso Senhor...
Evangelho
Postcomúnio
Ecclésiam tuam, quǽsumus, Dómine, grátia cœléstis amplíficet: quam beáti Francísci Confessóris tui illumináre voluísti gloriósis méritis et exémplis. Per Dóminum nostrum...
Dignai-Vos, Senhor, Vos suplicamos, com a graça celestial dilatar a vossa Igreja, a qual quisestes ilustrar com os gloriosos méritos e exemplos do B. Francisco, vosso Confessor. Por nosso Senhor...