Nascida na Sicília, pelo fim do século III, de família nobre, Santa Luzia, como nos recorda por duas vezes o Evangelho, desfez-se de todos os seus bens em favor dos pobres e, quando nada mais possuía, deu-se a si própria a Jesus (Ep.). Enquanto as virgens loucas descuidavam-se de encher os seus vasos com o «óleo da alegria» mencionado no Intróito. Luzia, cujo nome significa luz, esperou, tendo na mão a lâmpada acesa, isto é, com a alma cheia de graça, a vinda do Esposo. «Os corações puros são o templo do Espírito Santo», declarou a Santa ao juiz. Foi esse Espírito também simbolizado pelo «óleo da alegria», como rezam as cerimónias da Quinta-Feira Santa, que amolgou e fortaleceu de modo tão admirável a alma de Santa Luzia, que ela pode resistir aos carrascos até à morte, preferindo dar a própria vida a fim de conservar o tesouro da virgindade. Seu nome brilha no Canon Missa, repetido diariamente por milhares de Sacerdotes que glorificam a Deus em seu nome. Morreu em 303. Com a lâmpada acesa, isto é, com a alma em estado de graça, esperemos neste Tempo do Advento o Esposo que virá brevemente.
Afferéntur Regi Vírgines post eam: próximæ ejus afferéntur tibi in lætítia et exsultatióne: adducéntur in templum Regi Dómino.
Após ela serão apresentadas virgens ao Rei; as suas companheiras serão introduzidas no meio da alegria e júbilo: serão conduzidas ao Senhor no templo do Rei.
Comúnio
Sl. 118, 161-162
Príncipes persecúti sunt me gratis, et a verbis tuis formidávit cor meum: lætábor ego super elóquia tua, quasi qui invénit spólia multa.
Os príncipes perseguiram-me injustamente, mas o meu coração não temeu senão as vossas palavras. Regozijar-me-ei com vossas palavras, como se um homem houvera achado ricos despojos.