Lição da Ep.ª do B. Ap.º Paulo aos Hebreus.
Meus irmão: Foi construído um tabernáculo, na primeira parte do qual estavam o candelabro, a mesa e os pães de proposição, cuja parte se chamava «Santuário». Atrás do segundo véu estava o tabernáculo, chamado o «Santo dos Santos», que continha um turíbulo de ouro, a arca da aliança toda coberta de ouro (na qual se achava uma urna de ouro, onde estava o maná), a vara de Aarão, que florescera, e as tábuas da aliança. Sobre a arca estavam os Querubins da glória, resguardando com a sua sombra o propiciatório. Mas não é agora ocasião propícia para falar com detalhe deste assunto... Ora, estando estas coisas assim dispostas, os Sacerdotes entravam, quando queriam, na primeira parte do tabernáculo, para o exercício do culto; mas na segunda parte não entrava senão o Sumo Sacerdote, e uma só vez em cada ano; não, porém, sem levar o sangue que oferecia pelas suas faltas de ignorância e pelas do povo, querendo com isto o Espírito Santo significar que o caminho do «Santo dos Santos» não se abria, enquanto o primeiro tabernáculo subsistia. Isto é uma figura que tem relação com os tempos presentes, em que se oferecem dons e vítimas, que não podem conduzir à perfeiçãi, sob o ponto de vista da consciência, aquele que presta o culto, pois que o culto não consite nas diversas abluções e dons carnais impostos somente até ao tempo da reforma; mas Cristo veio como Pontífice dos bens futuros (passando por um tabernáculo, mais excelente e perfeito, que não foi construído por mão humana, isto é, que não pertence a esta criação) e não foi com o sangue dos cordeiros ou dos touros, mas com o seu próprio sangue, que Ele entrou uma vez para sempre no «Santo dos Santos», após ter operado a redenção eterna.