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Missal
Santos
08 25
S. Luís, Rei de França, a 25 de Agosto
Luiz IX, nascido em 1215, tornou-se rei de França aos doze anos; foi mui piedosamente educado pela rainha Branca, sua mãe, que lhe ensinou a preferir a morte a cometer um pecado mortal. Gostava de chamar-se Luiz de Poissy, lugar onde fora baptizado, a fim de indicar ser o seu mais glorioso título de nobreza, o de cristão. Desprezando as delícias do mundo, procurou unicamente agradar a Jesus Cristo, o verdadeiro Rei (Secr.) e foi, diz Bossuet, o mais santo e o mais justo rei que tenha trazido uma corda. Assíduo aos oficios da Igreja, fazia celebrá-los solenemente em seu palácio, onde diariamente assistia a duas missas. Levantava-se à meia-noite para dizer Matinas, começando pelo oficio de Prima o seu dia real. Introduziu em sua capela o hábito de dobrar-se o joelho a estas palavras do Credo: Homo factus est, e de prostrar-se à leitura da Paixão, quando se narra a morte de Jesus Christo. Essas duas piedosas práticas foram, depois, adoptadas pela Igreja. Julgam um crime a minha assiduidade à oração, dizia ele, porém, nada diriam se as horas nela empregadas as passasse no jogo ou na caça. A piedade jamais o impediu de dar a maior parte de seu tempo aos negócios do reino. Depois de uma doença, fez voto de empreender uma cruzada, a fim de reconquistar Jerusalém. Primeiramente vitorioso, caiu em seguida nas mãos dos Sarracenos. Libertado, permaneceu ainda cinco anos no Oriente para socorrer os cristãos; voltando à França, ocupou-se com numerosas fundações piedosas e fez construir a Santa Capela, com o insigne relicário da santa corôa de espinhos e da importante parcela da verdadeira Cruz que lhe oferecera Balduino II, imperador de Constantinopla. Muito austero para consigo e muito caridoso para com os outros, dizia: Mais vale a um rei arruinar-se pelas esmolas feitas por amor de Deus do que pelo fausto e a vã glória. Muitas vezes, diz Joinville, vi o bom rei, depois da missa, ir ao bosque de Vincennes, assentar-se junto a um carvalho e dar audiência a todos que precisavam falar-lhe. Sargento de Cristo, trazia continuamente a cruz, a fim de indicar que seu voto estava por se realizar. Em 1270, empreendeu nova cruzada, porém uma epidemia lhe decimou o exército na África, atingindo-o também. Com os braços em cruz, deitado na cinza, entregou a alma a Deus, em 1270, à mesma hora em que Cristo morreu sobre a Cruz. Na véspera de morrer ouviam-no repetir: Iremos a Jerusalém. Na Jerusalém celeste, conquistada pela sua paciência no meio das adversidades, devia ele reinar com o Rei dos Reis (Or.).
Como na Missa Os justi , excepto:
Oração
Deus, qui beátum Ludovícum Confessórem tuum de terréno regno ad cœléstis regni glóriam transtulísti: ejus, quǽsumus, méritis et intercessióne; Regis regum Jesu Christi, Fílii tui, fácias nos esse consórtes: Qui tecum vivit et regnat...
Ó Deus, que trasladastes o B. Luís, vosso Confessor, do reino terrestre para a glória do reino celestial, humildemente Vos suplicamos, pelos seus méritos e intercessão, que um dia nos façais participar da glória do Rei dos reis, Jesus Cristo, vosso Filho. Que convosco vive e reina...
Epístola
Sb. 10, 10-14
Léctio libri Sapiéntiæ.
Lição do Livro da Sabedoria.
Justum dedúxit Dóminus per vias rectas, et ostendit illi regnum Dei, et dedit illi sciéntiam sanctórum: honestávit illum in labóribus, et complévit labores illíus. In fraude circumveniéntium illum áffuit illi, et honéstum fecit illum. Custodívit illum ab inimícis, et a seductóribus tutávit illum, et certámen forte dedit illi, ut vínceret et sciret, quóniam ómnium poténtior est sapiéntia. Hæc vénditum jusíum non derelíquit, sed a peccatóribus liberávit eum: descendítque cum illo in fóveam, et in vínculis non derelíquit illum, donec afférret illi sceptrum regni, et poténtiam advérsus eos, qui eum deprimébant: et mendáces osténdit, qui maculavérunt illum, et dedit illi claritátem ætérnam, Dóminus, Deus noster.
O Senhor conduziu o justo por caminhos direitos; mostrou-lhe o reino de Deus; transmitiu-lhe a ciência das coisas santas; enriqueceu-o nos seus trabalhos; e fez frutificar esses seus labores. O Senhor auxiliou-o contra os que queriam enganá-lo com suas fraudes e fê-lo adquirir riquezas. Protegeu-o contra os seus inimigos; defendeu-o de seus sedutores; e alcançou a vitória em um rude combate em seu favor, para lhe ensinar que a sabedoria é a mais poderosa de todas as coisas. O Senhor não abandonou o justo quando este foi vendido, mas até o preservou das mãos dos pecadores; desceu com ele á prisão; e o não abandonou nas cadeias, enquanto lhe não entregou o ceptro do império e o poder sobre os seus opressores. O Senhor, nosso Deus, provou que eram mentirosos aqueles que o desacreditaram e tornou-o ilustre para sempre.
Evangelho
Lc. 19, 12-26
Sequéntia sancti Evangélii secúndum Lucam.
Continuação do santo Evangelho segundo S. Lucas.
In illo témpore: Dixit Jesus discípulis suis parábolam hanc: Homo quidam nóbilis ábiit in regionem longínquam accípere sibi regnum, et revérti. Vocátis autem decem servis suis, dedit eis decem mnas, et ait ad illos: Negotiámini, dum vénio. Cives autem ejus óderant eum: et misérunt legatiónem post illum, dicéntes: Nólumus hunc regnáre super nos. Et factum est, ut redíret accépto regno: et jussit vocári servos, quibus dedit pecúniam, ut sciret, quantum quisque negotiátus esset. Venit autem primus, dicens: Dómine, mna tua decem mnas acquisívit. Et ait illi: Euge, bone serve, quia in módico fuísti fidélis, eris potestátem habens super decem civitátes. Et alter venit, dicens: Dómine, mna tua fecit quinque mnas. Et huic ait: Et tu esto super quinque civitátes. Et alter venit, dicens: Dómine, ecce mna tua, quam hábui repósitam in sudário: tímui enim te, quia homo austérus es: tollis, quod non posuísti, et metis, quod non seminásti. Dicit ei: De ore tuo te júdico, serve nequam. Sciébas, quod ego homo austérus sum, tollens, quod non pósui, et metens, quod non seminávi: et quare non dedísti pecúniam meam ad mensam, ut ego véniens cum usúris útique exegíssem illam? Et astántibus dixit: Auferte ab illo mnam et date illi, qui decem mnas habet. Et dixérunt ei: Dómine, habet decem mnas. Dico autem vobis: Quia omni habénti dábitur, et abundábit: ab eo autem, qui non habet, et, quod habet, auferétur ab eo.
Naquele tempo, Jesus disse aos seus discípulos esta parábola: «Certo homem de linhagem nobre partiu para um país longínquo, a fim de conseguir a posse desse reino e voltar depois. Chamou, pois, dez dos seus servos, deu-lhes dez moedas e disse-lhes: «Negociai com elas até eu voltar». Porém os seus concidadãos, que o odiavam, enviaram uma embaixada após ele, dizendo: «Não queremos que este homem seja nosso rei”. Ora aconteceu que, quando regressou, revestido da realeza, mandou chamar os servos, a quem havia dado o dinheiro, para saber como haviam negociado. Veio o primeiro e disse-lhe: «Vossa moeda, senhor, rendeu dez moedas». Respondeu-lhe o senhor: «Está bem, servo bom; visto que foste fiel em pouca coisa, recebe o governo de dez cidades». Veio o segundo e disse-lhe: «Vossa moeda, senhor, rendeu cinco moedas». Respondeu-lhe o senhor: «Tu governarás cinco cidades». Veio também o terceiro e disse: «Eis a vossa moeda, senhor, que eu guardei em um pano; pois tive medo de vós, que sois homem austero: tirais o que não depositais e recolheis o que não semeais». Respondeu-lhe o senhor: «Eu te julgarei com tuas próprias palavras, ó servo mau. Tu sabes que sou homem severo, tirando o que não depositei e colhendo o que não semeei; porque, então, não depositaste o meu dinheiro em um banco, para que, quando regressasse, o recolhesse com os juros?». Depois, continuou o senhor, dirigindo-se aos presentes: «Tirai-lhe a moeda e dai-a ao que tem dez». E eles disseram-lhe: «Ele já tem dez moedas». «Eu vos digo, retorquiu o Senhor, dar-se-á àquele que tem, e ficará na abundância; mas àquele que nada tem tirar-se-lhe-á até o que tiver».
Secreta
Præsta, quǽsumus, omnípotens Deus: ut, sicut beátus Ludovícus Conféssor tuus, spretis mundi oblectaméntis, soli Regi Christo placére stúduit; ita ejus orátio nos tibi reddat accéptos. Per eúndem Dóminum...
Ó Deus omnipotente, Vos suplicamos, fazei que, assim como o B. Luís, vosso Confessor, desprezando as delícias do mundo só procurou agradar a Cristo-Rei, assim também a sua oração nos torne agradáveis a Vós. Pelo mesmo nosso Senhor...
Postcomúnio
Deus, qui beátum Confessórem tuum Ludovícum mirificásti in terris, et gloriósum in cœlis fecísti: eúndem, quǽsumus, Ecclésiæ tuæ constítue defensórem. Per Dóminum nostrum...
Ó Deus, que engrandecestes na terra e glorificastes no céu o B. Luís, vosso Confessor, constituí-o, Vo-lo pedimos, defensor da vossa Igreja. Por nosso Senhor...