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Missal
Santos
09 02
S. Estêvão, Rei e Conf., a 2 de Setembro
Descendente dos orgulhosos e terríveis invasores, conhecidos pelo nome de Hunos, Estevão foi escolhido por Deus, para unir seus súbditos a Cristo e ao seu vigário. O nome de Estevão lhe foi dado no baptismo porque sua mãe tivera uma visão do Mártir Santo Estevão, predizendo-lhe que havia de converter a Hungria, sendo o seu primeiro rei, após a erecção do pais em reino, pelo Papa. Casando-se com a irmã do imperador Santo Henrique, cercou-se, para governar o seu reino, de homens de santidade e prudência comprovadas. Passava noites inteiras na contemplação das coisas do céu (Intr.), praticando as maiores austeridades, e, auxiliado pela rainha, sua piedosa esposa, dava grandes esmolas (Ep.) às viúvas, aos órfãos e às igrejas. Com justa razão, a grandeza de seu zelo pela extensão da fé lhe mereceu o titulo de Rei apostólico ou de Apostolo da Hungria, recebendo da Santa Sé o privilégio, transmitido também aos seus sucessores, de fazer levar a cruz diante de si. Fez construir uma grande basílica em honra de Maria, instituindo-a Padroeira da Hungria - seu zelo em propagar e fortalecer a fé no pais lhe valeu a glória da realeza celeste (Postcomm.). Morreu em 1038 no dia da - Grande Senhora - denominação que, em virtude dum édito do Santo rei, os Húngaros dão à festa da Assunção.
Como na Missa Os justi , excepto:
Oração
Concéde, quǽsumus, Ecclésiæ tuæ, omnípotens Deus: ut beátum Stéphanum Confessórem tuum, quem regnántem in terris propagatórem hábuit, propugnatórem habére mereátur gloriósum in cœlis. Per Dóminum...
Concedei à vossa Igreja, Vos imploramos, ó Deus omnipotente, que o B. Estêvão, vosso Confessor, que ela possuiu como seu propagador enquanto reinou na terra, seja agora seu defensor na glória dos céus. Por nosso Senhor...
Evangelho
Lc. 19, 12-26
Sequéntia sancti Evangélii secúndum Lucam.
Continuação do santo Evangelho segundo S. Lucas.
In illo témpore: Dixit Jesus discípulis suis parábolam hanc: Homo quidam nóbilis ábiit in regionem longínquam accípere sibi regnum, et revérti. Vocátis autem decem servis suis, dedit eis decem mnas, et ait ad illos: Negotiámini, dum vénio. Cives autem ejus óderant eum: et misérunt legatiónem post illum, dicéntes: Nólumus hunc regnáre super nos. Et factum est, ut redíret accépto regno: et jussit vocári servos, quibus dedit pecúniam, ut sciret, quantum quisque negotiátus esset. Venit autem primus, dicens: Dómine, mna tua decem mnas acquisívit. Et ait illi: Euge, bone serve, quia in módico fuísti fidélis, eris potestátem habens super decem civitátes. Et alter venit, dicens: Dómine, mna tua fecit quinque mnas. Et huic ait: Et tu esto super quinque civitátes. Et alter venit, dicens: Dómine, ecce mna tua, quam hábui repósitam in sudário: tímui enim te, quia homo austérus es: tollis, quod non posuísti, et metis, quod non seminásti. Dicit ei: De ore tuo te júdico, serve nequam. Sciébas, quod ego homo austérus sum, tollens, quod non pósui, et metens, quod non seminávi: et quare non dedísti pecúniam meam ad mensam, ut ego véniens cum usúris útique exegíssem illam? Et astántibus dixit: Auferte ab illo mnam et date illi, qui decem mnas habet. Et dixérunt ei: Dómine, habet decem mnas. Dico autem vobis: Quia omni habénti dábitur, et abundábit: ab eo autem, qui non habet, et, quod habet, auferétur ab eo.
Naquele tempo, Jesus disse aos seus discípulos esta parábola: «Certo homem de linhagem nobre partiu para um país longínquo, a fim de conseguir a posse desse reino e voltar depois. Chamou, pois, dez dos seus servos, deu-lhes dez moedas e disse-lhes: «Negociai com elas até eu voltar». Porém os seus concidadãos, que o odiavam, enviaram uma embaixada após ele, dizendo: «Não queremos que este homem seja nosso rei”. Ora aconteceu que, quando regressou, revestido da realeza, mandou chamar os servos, a quem havia dado o dinheiro, para saber como haviam negociado. Veio o primeiro e disse-lhe: «Vossa moeda, senhor, rendeu dez moedas». Respondeu-lhe o senhor: «Está bem, servo bom; visto que foste fiel em pouca coisa, recebe o governo de dez cidades». Veio o segundo e disse-lhe: «Vossa moeda, senhor, rendeu cinco moedas». Respondeu-lhe o senhor: «Tu governarás cinco cidades». Veio também o terceiro e disse: «Eis a vossa moeda, senhor, que eu guardei em um pano; pois tive medo de vós, que sois homem austero: tirais o que não depositais e recolheis o que não semeais». Respondeu-lhe o senhor: «Eu te julgarei com tuas próprias palavras, ó servo mau. Tu sabes que sou homem severo, tirando o que não depositei e colhendo o que não semeei; porque, então, não depositaste o meu dinheiro em um banco, para que, quando regressasse, o recolhesse com os juros?». Depois, continuou o senhor, dirigindo-se aos presentes: «Tirai-lhe a moeda e dai-a ao que tem dez». E eles disseram-lhe: «Ele já tem dez moedas». «Eu vos digo, retorquiu o Senhor, dar-se-á àquele que tem, e ficará na abundância; mas àquele que nada tem tirar-se-lhe-á até o que tiver».
Secreta
Réspice, quas offérimus, hóstias, omnípotens Deus: et præsta; ut, qui passiónis Dominicae mystéria celebrámus, imitémur quod ágimus. Per eúndem Dóminum...
Ó Deus omnipotente, dignai-Vos olhar para estas hóstias, que Vos oferecemos, e permiti que, celebrando nós os mystérios da Paixão do Senhor, imitemos o que Vos apresentamos. Por nosso Senhor...
Postcomúnio
Præsta, quǽsumus, omnípotens Deus: ut beáti Stephani Confessóris tui fidem cóngrua devotióne sectémur; qui, pro ejúsdem fídei dilatatióne, de terréno regno ad cœléstis regni glóriam méruit perveníre. Per Dóminum nostrum...
Concedei-nos, Vos rogamos, ó Deus omnipotente, a graça de imitarmos com a devida devoção os exemplos de fé do B. Estêvão, vosso Confessor, o qual pela propagação desta mesma fé mereceu transitar da realeza terrestre para a glória do reino celestial. Por nosso Senhor...